25 DE SETEMBRO – MOBILIZAÇÃO : TODOS CONTRA O AEDES AEGYPTI

Na data em que se comemora o Dia Internacional do Farmacêutico, dia 25 de setembro, será realizada uma grande ação integrada entre diversos países da América Latina, para unir forças contra a dengue, a chikungunya e a zika. A campanha Farmacêuticos em Ação – todos contra o Aedes aegypti será intensificada no Brasil e lançada simultaneamente na Argentina, Costa Rica, Paraguai, Uruguai e Venezuela, em uma iniciativa do Fórum Farmacêutico das Américas (FFA), com apoio da Fundação Internacional Farmacêutica (FIP) e Fundação FIP. A ideia surgiu com a repercussão positiva da campanha brasileira, lançada em março, com grande adesão dos farmacêuticos e da população.

O objetivo da iniciativa é transformar cada farmacêutico desses países em um agente de combate ao mosquito e cada farmácia em um posto avançado contra o mosquito Aedes aegypti. No Brasil, a campanha é desenvolvida pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), os conselhos regionais e as entidades parceiras – Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC), Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh).

Além do apelo institucional, as entidades se estão se mobilizando nesta data porque todos esses países continuam registrando casos de dengue, chikungunya e zika, com tendência de o problema se agravar, em função do período chuvoso que se aproxima. Será uma ocasião tanto para os farmacêuticos celebrarem os avanços da profissão como para reafirmarem, à sociedade, a importância da atuação profissional.

Farmácias e farmacêuticos estão sendo orientados a se mobilizar e contribuir com a prevenção e controle das três doenças relacionadas ao Aedes aegypti. Os farmacêuticos podem, além de oferecer a orientação correta aos pacientes, identificar pessoas com sinais e sintomas sugestivos, encaminhando os casos suspeitos, prescrevendo terapias adequadas, quando pertinente, e acompanhando pacientes em tratamento. Ações como estas que podem ser potencializadas com a adesão das farmácias.

Mas a participação é livre às entidades farmacêuticas, às universidades, às entidades representativas da sociedade civil organizada, à defesa civil, aos órgãos públicos e organizações governamentais e a todos que quiserem participar. A proposta é que farmacêuticos, estudantes de Farmácia e entidades ligadas à profissão busquem promover ou pelo menos participar de ações em locais públicos voltadas ao combate da dengue, da chikungunya e zika. “Vamos todos sair às ruas contra o mosquito Aedes aegypti”, conclama Josélia Frade, diretora de Prática Profissional do Comitê Executivo do FFA e representante do Brasil na entidade.

Para respaldar os participantes da campanha, o CFF desenvolveu um hotsite (www.cff.org.br/farmaceuticoemacao), um folder e um guia de bolso, com informações para a população e para os farmacêuticos. O material está disponível em português e foi traduzido para o espanhol para utilização nos demais países membros do FFA.

“Somos cerca de 200 mil farmacêuticos no Brasil e o país conta com 90 mil farmácias. Podemos, de fato, formar um exército capaz de apoiar à sociedade, no enfrentamento de uma epidemia tão dramática, que se tornou uma preocupação mundial”, reforça o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João. “Não podemos nos furtar ao papel fundamental do farmacêutico na prevenção das doenças e na promoção da saúde. Participar dessa luta também é nossa obrigação como cidadãos. Contamos com sua colaboração!”

A violência das guerras e a importância de se contar estórias

(Por Daniel Medeiros)*

A primeira guerra mundial foi há cem anos. Começou em 1914 e encerrou-se em 1918. “Encerrou-se” no sentido de concluir um ciclo de tempo contínuo pois que, como sabemos, o ano de  1914 foi o pontapé de um processo de violência entre nações que só esgotou  suas energias no final do século XX, embora não se possa ser totalmente otimista essa afirmação. Muito se falou sobre as decorrências da Guerra: falta de propósitos claros, dos milhões de mortos, feridos, da ascensão econômica dos EUA, da frustração e ódio na Alemanha, germe do nazismo, do inicio do desequilíbrio político no Oriente Médio, etc.

Gostaria de falar de um outro fenômeno da guerra, lembrado pela primeira vez pelo pensador alemão Walter Benjamin, em texto de 1936, chamado “O Narrador”. Benjamin afirma que a guerra foi responsável por destituir uma geração inteira da capacidade de trocar experiências por meio de narrativas. Disse o filósofo:  No final da guerra, observou-se que os combatentes voltavam mudos dos campos de batalha. Não mais ricos e sim mais pobres em experiências comunicáveis.

O homem da terra – o camponês -  e o viajante – o marinheiro e o mercador -  são as fontes principais das estórias que compõem o repertório de comunicação entre as pessoas e, por meio desse repertório vão se fixando e passando, de geração em geração, os modos de agir e as regras de interdição que caracterizam o que chamamos de cultura ou autorreferência . Essa é a razão – ou deveria ser! -  de contarmos estórias para as crianças.

A guerra emasculou uma geração inteira de  jovens, privando-os do lugar necessário e do tempo fundamental para a troca de experiências por meio das narrativas. A vivencia nas trincheiras foi uma não-experiência; o medo diário e asfixiante não deixava espaço para registrar variantes, inversões de expectativas e desfechos surpreendentes típicos de qualquer boa estória. Não é à toa que o mais conhecido romance da primeira guerra, do alemão Erich Maria Remarque, descrevendo a rotina de horrores e sofrimentos da guerra, chamou-se Nada de novo no front.

Primo Levi, sobrevivente da Segunda Guerra mundial, e também Jorge Semprun, tentaram relatar a violência desumanizadora a qual foram submetidos. Em É isto um Homem?, Levi busca dar contornos capazes de serem identificados pelos que não experienciaram  aquela realidade inacreditável dos campos de concentração. No entanto,  título de seu livro é um sinal da dificuldade de descrever, de maneira crível, o que se passou. Semprun, no livro A escrita ou a vida, diz: Vem-me uma dúvida sobre a possibilidade de contar. Não que a experiência vivida seja indizível. Ela foi invivível, o que é outra coisa(…) Outra coisa que não se refere à forma de um relato possível, mas à sua substância. Não à sua articulação, mas à sua densidade.(…)

Hoje, como sabemos, as guerras continuam. Não em um sentido formal de “guerras mundiais”, com trincheiras ou bombas atômicas, mas a violência nas fronteiras, nos territórios ocupados, nos exercícios fundamentalistas, nas lutas de traficantes, no trânsito, na insensibilidade policial , na violência doméstica ou, simplesmente, ditada pela miséria e pelo descaso. Da mesma forma, o invivível desses fatos torna pouco crível seus relatos. As tentativas feitas pelos jornais e programas de televisão, acabam promovendo uma anestesia, uma banalização, um menoscabo que exaspera as vítimas e reforça a invisibilidade dos algozes.

Se com Benjamin aprendemos que  o narrador retira da experiência o que ele conta. Sua própria experiência ou a relatada pelos outros. E incorpora as coisas narradas às experiências de seus ouvintes, é Jorge Semprun quem afirma uma saída: só alcançarão essa substância, essa densidade transparente os que souberem fazer de seu testemunho um objeto artístico, um espaço de criação. Ou de recriação. Só o artifício de um relato que se possa controlar conseguirá transmitir parcialmente a verdade do testemunho.(…)

As guerras e a violência extática que elas proporcionam podem ser enfrentadas pela formação de novas sensibilidades. E só as criações narrativas têm o condão dessa formação. Se a violência é a marca secular de nossa humanidade desenraizada, a capacidade de sensibilizar os outros – principalmente as crianças e os jovens – com a riqueza artística de um relato  pode ser a maior bandeira de paz e de um futuro menos sombrio.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor do Curso Positivo.

Deusas e capachos: as mulheres de Picasso uma relação de amor e conflito

O primeiro encontro tem como tema a biografia de Picasso, sua arte e seu relacionamento com várias mulheres, bem no clima do mês de março.

Intenso, inconstante, obsessivo e apaixonado, Pablo Picasso declarou que para ele só existiam dois tipos de mulheres: “deusas e capachos”. Ele teve dezenas de amantes e chegou a oficializar dois casamentos.

As Mulheres de Picasso
Dia 15 de março, terça-feira, às 20h, ingressos a R$ 60.
Rua Félix da Cunha, 1009, Porto Alegre.
Reservas com Magda – 51 9967 4581
ou contato@viajandocomarte.com.br

Mais informações sobre esse evento em SEXO RADIANTE 

Música erudita para todos até domingo em Gramado

Já teve sol, já teve chuva, fez friozinho à noite e calorzão de dia, e o público sempre atento, absorvendo música de qualidade por todos os lados. A segunda edição doGramado in Concert, na serra gaúcha, encerra as atividades neste domingo, 21 de fevereiro. Durante todos os dias, o público é recebido com uma programação intensa de espetáculos gratuitos que reúnem solistas e professores de diferentes procedências.

Confira a programação de quinta a domingo: 

18/02 – Quinta-feira:

11:00 Intervenção Artística com Laerte Hugentobler na Rua Coberta ; 18:00 Recital de Alunos na Câmara de Vereadores ; 20:00 Concerto da Orquestra de Câmara do Festival na Igreja Matriz São Pedro

19/02 – Sexta-feira:
11:00 Recital das classes de Sopros na Rua Coberta ; 16:00 Intervenção Artística com Cândida Belotto e harpistaRoberto Naviliat na Rua Coberta ; 18:00 Recital de Alunos na Câmara de Vereadores ; 20:00 Concerto da Banda Sinfônica do Festival na Rua Coberta.

20/02 – Sábado:
11:00 Concerto da Orquestra Experimental do Festival na Rua Coberta ; 16:00 Concerto com Conjunto Instrumental do Colégio Teutônia na Rua Coberta ; 20:00 Concerto da Orquestra Sinfônica do Festival no ExpoGramado

21/02 – Domingo:
11:00 Concerto de Encerramento com Orquestra de Venâncio Aires na Rua Coberta.

Gramado in Concert – Programação

Confira a programação completa abaixo e no site (www.gramadoinconcert.com.br) para mais informações.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA DO 2º GRAMADO IN CONCERT – FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA

 

12/02 Sexta-feira:

20:00 Cerimônia de Abertura e Concerto com Orquestra Sinfônica de Gramado na Rua Coberta

13/02 – Sábado:

11:00 Intervenção Artística com Laerte Hugentobler na Rua Coberta
18:00 Intervenção Artística com Roger Coicev na Rua Coberta
20:00 Concerto com Orquestra de Câmara de Gramado no ExpoGramado

/02 – Domingo:

11:00 Concerto com Orquestra Jovem de Sete Lagoas – Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Bairro Piratini)
14:00 Master Class Aberto ao Público com Brett Deubner no Master Premium Hotel
18:00 Intervenção Artística com Cândida Belotto e Harpista Roberto Naviliat na Rua Coberta
20:00 Concerto da Camerata da OSRN e Orquestra Sinfônica do Sul do Arizona ­ EUA no ExpoGramado

15/02 – Segunda-feira:

18:00 Intervenção Artística com Laerte Hugentobler na Rua Coberta
20:00 Concerto com Orquestra de Sopros de Nova Petropólis na Rua Coberta

16/02 – Terça-feira:

18:00 Concerto com Orquestra Jovem de Sete Lagoas na Rua Coberta
20:00 Concerto com Orquestra Sinfônica do Sul do Arizona – EUA na Rua Coberta

17/02 – Quarta-feira:

11:00 Intervenção Artística com Roger Coicev na Rua Coberta
18:00 Intervenção Artística com Coral Bocalis na Rua Coberta
20:00 Recital de Professores na Igreja Matriz São Pedro

18/02 – Quinta-feira:

11:00 Intervenção Artística com Laerte Hugentobler na Rua Coberta
18:00 Recital de Alunos na Câmara de Vereadores
20:00 Concerto da Orquestra de Câmara do Festival na Igreja Matriz São Pedro

19/02 – Sexta-feira:

11:00 Recital das classes de Sopros na Rua Coberta
16:00 Intervenção Artística com Cândida Belotto e Harpista Roberto Naviliat na Rua Coberta
18:00 Recital de Alunos na Câmara de Vereadores
20:00 Concerto da Banda Sinfônica do Festival na Rua Coberta

20/02 – Sábado:

 

11:00 Concerto da Orquestra Experimental do Festival na Rua Coberta
16:00 Concerto com Conjunto Instrumental do Colégio Teutônia na Rua Coberta
20:00 Concerto da Orquestra Sinfônica do Festival no ExpoGramado

21/02 – Domingo

11:00 Concerto de Encerramento com Orquestra de Venâncio Aires na Rua Coberta

Sobre o Gramado in Concert

Realizado pela Prefeitura Municipal de Gramado, o II Gramado in Concert acontece de 12 a 21 de fevereiro e tem como objetivo ampliar os espaços de música clássica para estudantes e apreciadores de todos os gostos. Entre as atrações estão orquestras e bandas sinfônicas, grupos de câmara e solistas. A programação também oferece oficinas de música dos mais variados instrumentos e práticas orquestrais. (FOTO: RAFAEL CAVALLI)

Lançamento de Nocaute

Os jornalistas Anderson Fernandes e Débora Kaoru lançarão o livro “Nocaute” no próximo dia 14 de janeiro, às 19h30, no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”, em Suzano. A dupla, que apresentou ao mercado literário em 2014 o livro “Entre Quatro Poderes”, que tinha a política como “pano de fundo”, agora disponibiliza uma obra literária que terá a discussão da maioridade penal como um dos temas centrais. Continua em RADIANTE RECREIO 

Acontece neste fim de semana em São Sebastião o Circuito Hip Hop Internacional Brasil

Acontece neste fim de semana (9 e 10 de Janeiro/2016),  a Etapa São Sebastião do Circuito Hip Hop Internacional Brasil 2015 e a grande final brasileira. O título será muito disputado pelas 23 equipes participantes, pois apenas uma de cada categoria ((junior, varsity, adulto e mega crew) poderá conquistar a posição de campeã nacional e também, garantir a vaga para participar do mundial no mês de agosto em Las Vegas (EUA). Tudo sobre o Circuito Hip Hop Internacional em EVENTOS EM ANO RADIANTE

Cruzada pela acessibilidade – zÉ do pEDAL empurrando uma cadeira de roda mais de 10 mil quilômetros

O mineiro Zé do Pedal, percorrendo o Brasil em seu projeto: “Extremas Fronteiras – Barreiras Extremas” (Cruzada pela Acessibilidade). Uma caminhada, de 10.700km, empurrando uma cadeira de rodas, saindo de Uiramutã, Fronteira norte com a Venezuela passando por 20 estados brasileiros até chegar ao Rio Grande do Sul, visando chamar a atenção sobre um dos principais problemas que afetam à pessoa com deficiência, as barreiras arquitetônicas.